Este jeito de amar - I

Ah, Franginhas o que o amor te faz!!!

Sem dar por ele, ficou apanhada,
emaranhada nos seus braços,
o olhar dele mudou o dela,
doce e tranquilo.
De quando em vez maroto, perverso
mas só para ele!

As mãos dela só procuram as dele,
o seu norte é a onde ele esta,
Os beijos dele enche-lhe a alma,
consomem-lhe o corpo.
O toque dele desperta o desejo nela,
ferve-lhe o sangue,
aquece os sentidos,
e deixa-se levar devagarinho,
compassados,
enquanto se inundam de prazer
um no outro.
Num jeito tão bom de se amar.

Nas escadas!!!

Apeteceu-me escrever mais um bocadinho sobre estes dois, Franginhas e Chinês, para os mais distraídos ou menos metidos, são duas pessoas cada uma na sua vidinha sem qualquer relação aparente a não ser uma amizade, mas quem estiver atento, vê que ali à algo forte, é o olhar dele no dela, é linguagem corporal que se altera quando os dois estão no mesmo espaço, é o olhar cúmplice que de quando em vez se encontra um no outro.

Os dois têm umas quantas histórias com direito a bolinha vermelha no canto superior direito aqui do blog ou em legenda quando estiverem a ler.

Boa gente tem aqueles fetiches ou sonhos de fazer amor no trabalho ou noutro sitio não convencional, no hora do vamos ver, ficamo-nos pelos pensamentos e pela vontade, mas estes dois, um diz sim, outro siga!!
Após um dia de trabalho intensivo, Franginhas que por estas alturas não passava sem beijinhos, passou pelo trabalho do Chinês e deixou-se ficar à conversa, assim como quem não quer nada mas se pudesse comia tudo.
Termina o expediente do Chinês, este malandro fecha a Franginhas com ele no trabalho, espreitam lá pra fora tudo tranquilo, num âpice, enfiam-se no pequeno armazém, beijinho ali, beijinho acolá, e íam esquentando.
Ah, e tal vamos para o piso de baixo, mais beijinhos, apalpam para ali, para acolá, suspiro ao ouvido, uma ou outra trinquinha! Quando dão conta já estão a desabotoar as calças, a camisa da Franginhas já era e no aconchego do momento, aconchegam-se e bem! Colados em pé, tentam, mas coisa não vai lá, escorrega e não dá jeito, dado a loucura do momento e o perigo ainda há roupa vestida, mas deixam se estar. Eles estavam quentes, algumas partes do corpo também e o desejo era mais que muito, e a vontade imensa, as escadas pareciam boa opção, a mesa nem por isso que era alta e escolheram mesmo as escadas.
Improvisam, papelão a proteger, ainda assim as escadas eram ásperas, e no vaivém no colinho do Chinês, Franginhas "esfrangalha" os joelhos, ele não fica melhor, suspiram os dois, deliciados que estavam no fim.
A pimenta da vida, é perigo e a loucura combinadas, que esbarra em nós sem dar mos conta!
Estes dois esbarram-se um no outro, não mais se largaram e pimenta é coisa que lhe sobra!

Desvario?!

Quase que me sinto a Carrie do Sexo e a Cidade na terceira pessoa a contar as aventuras destes dois, Franginhas e Chinês, mas é giro e tem piada. Achamos sempre que estas coisas do amor, do perdidamente apaixonados, o desejo louco de se possuírem, era coisa de séries como o Sexo e a Cidade ou filmes romântico-lamechas que acaba sempre com o par juntinho e feliz.
Pois é, a vida troca-nos as voltas e faz-nos esquecer detalhes e viver intensamente os momentos como se não houvesse amanhã, aliás poderá não haver mesmo. Basta um acontecimento para mudar o curso da vida das pessoas, por isso à que aproveitar o presente, vive-lo genuinamente.
A vida é profundamente imprevisível, podemos até advinhar e conseguir algumas coordenadas, mas aparece sempre algo inesperado, ou outra escolha e lá vai a nossa vidinha dar uma volta de 45º, 90º ou até 180º graus e seguimos por esse novo caminho. A vida é uma eterna busca, pelo autoconhecimento, pela sabedoria, pelo amor, pela livre existência.
Pelo menos é esse sentido que dou à vida. Aprender o máximo, e viver à minha maneira, ainda que tresloucada, mas é à minha maneira, não copio ninguém. Vá, posso ter algumas influências, mas é positivo, sinal que todas as experiências, pessoas que conheço passam por mim e deixam ensinamento, contribuíram para me melhorar.
Bem, voltando á história do Chinês e Franginhas.
Não há uma, sem duas, nem duas sem três e por aí fora no que toca a pinchos (fazer amor), é essencial para se conhecerem e fundamental quando se amam.
Muitas histórias começaram a acumular estes dois, sempre por zonas verdes, com a natureza viva como testemunha, lindo!!
E pelo meio, algum perigo, algo secreto ía apimentando os momentos.
Há fardas que nunca mais vão ser as mesmas, e não foram, mesmo após serem lavadas.
Há locais de trabalho que nunca mais vão ser os mesmos.
Sabem gosto de armazéns, dão a ideia que são grandes, muitas caixas, espaço, sobretudo para a imaginação.
Mas a Franginhas conhece muito bem um, não é grande, mas têm conteúdo, muito conteúdo. Recanto de beijinhos e amassos, muitas vezes matou algum do desejo e vontade entre ela e Chinês e proporcionou noites mais calmas de sono.
Entre dois há química, há desejo e eles continuam nesta aventura louca de se conhecerem e amarem, alheios ao pobo, é secreto, é bonito!!

Aparte I

No meio desta história de amor tão bonita, tinham de haver episódios engraçados, embaraçosos, mas ainda assim divertidos. São os detalhes que fazem das pessoas o que são, são os detalhes que dão um toque especial a um momento, e são os detalhes mais simples, às vezes um bocadinho parvos que nos marcam ao longo da vida.
Um deles por exemplo, que ficou gravado na memória de Franginhas tem de tão engraçado e fofo como de embaraçoso.
Após a tarde intensa de amor, a primeira vez dos dois, despidos, cheios de desejo e a conhecerem-se um nadinha de nada envergonhados, Franginhas vai trabalhar. Sem tempo para trocar de roupa, a não ser para vestir a farda lá vai ela enfrentar as chefes, os clientes e umas horas de trabalho, e o pensamento a reviver os momentos passados, a emoção, o sentimento que trespassou o corpo e a alma.
Para estas primeiras vezes é preciso tempo a sós para saborear, digerir tudo o que aconteceu, mas Franginhas não teve nada disso, e lá foi ela. Vermelha que ela estava, com um olhar diferente, com as pernas ainda bambas e o coração quase em taquicardia.
A chefe perguntou-lhe que tinha para estar tão vermelha, ela corou ainda mais, e balbuciou que seria da sofagem do carro e estaria a ficar gripada.
Interiormente ela dizia "Fodasse, nunca mais vão passar as horas!, Siga fazer-me ao trabalho"
Atendia os clientes quase mecanicamente, o seu pensamento estava em outro lugar, no pensamento de alguém, e eis senão quando Chinês aparece-lhe à frente, assim depois do que aconteceu, descontraído com sorriso espelhado no rosto.
Franginhas corou com a intensidade com que se olharam, acho que tudo parou por breves segundos e retomou o barulho dos clientes.
Franginhas pensava "Oh, Valha-me nossa", deve ter ficado corada até se enfiar debaixo do chuveiro em casa, a percorrer-lhe a vontade de novamente ter o Chinês bem juntinho.

Conselho para a vida não façam amor e logo de seguida, sem ter esfriado corpo e mente ,vão trabalhar. Vai estar espelhado no vosso rosto aquele sorriso de quem apanhou e gostou, marotos!! Até breve!

A 1ª vez..

Depois daquele beijo intenso carregado de desejo, de loucura inconsequente, a ânsia de estarem mais próximos aumentava. A cada mensagem intensificava a vontade.
Franginhas estava um tanto ó quanto apreensiva, pesava-lhe na consciência uma pequenina pontinha de reprovação e de culpa por se deixar levar desta maneira.
Chinês convidou-a para um almoço. Disse ele "Amigos almoçam juntos, certo?! Mal nenhum!"
Franginhas convenceu-se, embora um pressentimento que algo mais aconteceria remoí-a.
Almoçaram calmamente, ela sem muito apetite, mas conversaram um bocadinho sobre eles. Ela inquieta disfarçava com algum humor, porque ele olhava-a intensamente, e ela retribuía o olhar observando-o.
Após o almoço, Chinês fez questão de a levar a um passeio pelos recantos sinuosos da serra, mostrando-lhe cuidadosamente cada um deles.
Pararam junto de uma mina na encosta da serra, rodeava-os o verde, a calma do vale, olharam-se e colaram os lábios um no outro.
O desejo era imenso, percorria-lhes o corpo, trespassavas-lhe a mente.
Franginhas interiormente resistia "Não me está acontecer! Vá resiste, não está certo" mas a vontade do corpo ultrapassou a razão e ela entregou-se ao toque, aos beijos molhados, aos arrepios a percorrer-lhe o corpo.
Chinês com o seu toque terno despi-a devagarinho, Franginhas beijava-o levemente enquanto crescia a vontade se se unirem um ao outro, o calor aumentava, os movimentos intensificaram-se, finalmente os seus corpos unidos!
Respirando o calor, a paixão que os unia, dobravam-se ao desejo, à volúpia dos sentidos, ao fogo que os consumia, crescia ali algo.
"Corre a àgua,
nos sulcos da serra,
acariciando o vale,
desaguando no leito dos amantes.
(...)
A bruma envolve,
Repousa o verde e todo o vale,
adormecendo os sentidos."

>> Vila Real/Porto

Franginhas teve a ideia desastrada de em terras do nascimento de portugal esclarecer a peculiar amizade que começava a remoer a sua mente e a mexer, sem ela dar conta, com os seus sentidos, porque não estava certo, se o Chinês fosse livre não haveria mal, mas com aquele detalhe não podia ser. Lá foram eles, no carro dela, ela ganhava coragem ía falando, que não era bem serem amigos, com tamanha proximidade familiar de alguns parentes, não estava certo!
E não estava certo porque? Já não se tratava de um simples amizade, desinteressada, começava a remoer um sentimento, um leve desejo.
Franginhas pouco mais disse, não lhe saiam as palavras, se calhar ela também não as queria dizer, então pensou para os seus botões e disse: "Vou ficar na minha, nada ser espaçosa, se ele nada fizer, eu também nada faço. As palavras podem não ser inocentes, mas não tiram pedaço! Siga!!"
De regresso a terras perto do Marão, pensava Franginhas: "Ufa, a contenção terminou, não se vai repetir outra" e preparava-se para deixar o Chinês.
Oh, minha nossa a despedida, Franginhas sentiu um ligeiro rubor na face, uma inquietação no seu interior quando se aproximaram os seus rostos para os dois respeitosos beijinhos, ao invês Chinês num ligeiro impulso que conteve, apenas a beijou no pescoço e saiu.
Franginhas só pensava para ela, enquanto todo o seu corpo tremia, "Isto não aconteceu, não pode ter acontecido!! Vá, esquece!" Queria rapidamente chegar a casa!
Eis que, senão quando, Chinês liga-lhe no caminho dela de regresso a casa:
"Para o carro ali à frente, deixei uma coisa no teu carro"
Perguntava Franginhas ligeiramente assustada:
"Que deixas-te aqui, já olhei e não vejo nada!"
E pararam mesmo em cima do cruzamento Vila Real-Porto.
Chinês abriu a porta do carro entrou e sem mais demoras beijou a Franginhas, ela correspondeu!
Franginhas sentiu o desejo a percorrer-lhe o corpo, a toldar-lhe os sentidos, não pensava em nada, tudo à sua volta deixara de existir, apenas o toque dos lábios dele nos dela faziam sentido, não se despregavam, devoravam-se sem pudor.
Lábios macios, inquietos, cheios de desejo, tinham perdido o juízo, ultrapassado o limite.
O toque dos lábios tinha incendiado algo maior que eles, imenso, que iriam descobrir aos poucos, a cada toque, a cada olhar.

Como começou...

Todas as histórias de amor começam ao acaso, como aconteceu com o Chinês e a Franginhas.

Andava Franginhas na sua vidinha tranquila a única coisa que a impulsionava era o trabalho, dizia ela à boca cheia que estava casada com o trabalho.

Começou inocentemente uma amizade, passava, conversava, nada de mais.

Franginhas é assim, gosta de conversar, é espaçosa quando se sente à vontade com as pessoas. Gosta de conhecer, descobrir porque tudo na vida é uma experiência, na troca de ideias aprende sempre algo!

O Chinês era um rapaz simpático, atencioso, pareceu-lhe bem dar um bocadinho de confiança quando este a adicionou no face e lhe ía perguntado da aventura por terras de leixões e arredores, e assim começou.

Simpática, Franginhas, convidou, pensando que seria recusado ou esquecido, o lanche pelos lados da lota, zona bonita que ela gosta muito. Até que um dia, ela disse e ele nas redondezas disse-lhe que sim.

Naquele instante em que ele apareceu e a cumprimentou, ela sentiu ali qualquer coisa estranha, tinha despertado o seu interesse. Franginhas passou a olha-lo logo de forma diferente, a prestar atenção no que dizia, nos seus gestos e daí a um passo de irem ao sitio que ela mais gosta foi um pulo.

Franginhas apesar de se ir deixando levar, investigou um bocadinho. Não trazia anilha, parecia livre nada indicava que pudesse travar uma amizade simples que começava a desenvolver segundas intenções, que as primeiras já tinham sido conseguidas – amizade.

Ela levou-o ao Ponto Delta, o sitio favorito dela, conversaram, passearam!

Ele começava a inquietar a Franginhas, tanta proximidade, afinidade.

Chinês é um rapaz simples, tranquilo, não é um deus grego, mas encanta com o seu jeitinho meigo, ela gostou da maneira de ser despretensiosa dele!

Trocavam mensagens, e Franginhas aprimorava o picante que as palavras possam carregar e ele não se fazia de rogado.

"Hum, beijinho perfeito não é pelo telemóvel, é outra coisa!" (escreveu ela)

(respondeu ele) "Realmente, beijo perfeito é pessoalmente"

Adensou-se as mensagens, estreitava-se amizade, Franginhas deixava-se levar pelo encanto do Chinês. Até que lhe bateu de frente um detalhe do Chinês, entristeceu Franginhas, apertou o coração e alma, agitou os sentidos e esmoreceu a razão. Ela tentou ganhar coragem para travar o que estava aos poucos a nascer.

Franginhas teve então, a ideia de terminar o que mal tinha começado em terras do nascimento de Portugal, faltou-lhe a coragem e assim começou uma bela história de amor.