O Amor..

A vida é tão difícil,
complicamos é certo,
é uma sobrevivência,
uma inconsistência
que tentamos
por na ordem,
na nossa ordem.

Ai, se a traçássemos a linha recta,
do jeito que queremos,
por vezes somos vitimas
ou colocamos-nos num caminho
em que temos de percorrer até achar a saída,
e se tiver de ser,
seguir por um caminho diferente.

Contigo descobri o Amor,
sim, posso afirmá-lo,
o Amor!

É dor de não ter por perto,
é sentir algo que não controlamos,
é mudar, adaptar,
é chorar à noite e acordar a amar ainda mais.

É vontade, é desejo,
é alma que se preenche,
é vazio quando a razão atormenta,
é força que toma conta de mim
e impele a continuar a teu lado.

Este sentimento enche,
faz te descobrir sentimentos,
vontades que nem sequer te imaginavas capaz.

Talvez não consiga traduzir em palavras o que me vai na alma,
porque o pensamento fica toldado,
fica embriagado por este sentimento
que às vezes é maior que eu.

Receio, de mim mesma,
por não me achar capaz,
porque há valores que se apoderam de mim.
Mas o que é certo,
quando se coloca algo difícil,
ultrapasso porque é a minha vontade,
de ir ao teu encontro
E a minha vontade, é a minha razão
E eu AMO-TE!!

O desabafo de Franginhas:

8 meses intensos, profundos e felizes.
O rasgo de alegria, de felicidade, desvanece-se quando não te tenho por perto, quando me assombra no pensamento imagens e a realidade dura.
Houve um tempo em que não conseguia adormecer, chamam-lhe in(sónias), ironico, não é?!
O pensamento tortura a alma, a razão sufoca o coração.
O coração é grande, cheio de amor, toldado pela felicidade de amar e ser amada por alguém, a par disso vem o desejo de só ter para mim, ter a liberdade de livre mostrar a maravilha que é amar alguém tão profundamente e querer mais que a nós, a outra pessoa. É o vazio que se preenche só com o teu olhar em mim.
A razão massacra pelo que não é correcto, trair, mentir, mexer com os sentimentos dos outros, mas também porque quando gostamos queremos, sentimos ciúmes, e a ideia de alguém que não eu, tocar, conviver intimamente, ter aquilo que eu quero, deixa-te à nora, num estado próximo da loucura, porque conviver com a ideia dõi e dói ainda mais porque não sabes como lidar com isso.
Mas a mente é fantástica, é selectiva, e quando assim queremos com vontade, a mente subtilmente coloca na gaveta essa ideia, afasta-a, mas não impede que sem quereres algo te faça ir abrir essa gaveta.
O curioso, é que basta ter-te por perto, saber que estamos com o pensamento um no outro para me fazer esquecer de tudo à minha volta, de todos os detalhes, que se não existissem seria mais que perfeito este amor.
A entrega é imensa, e isso muda-me, tornou-me uma pessoa mais paciente, tolerante e até despreocupada com o futuro, mas o que é assustador é esmagar a premissa que sempre me orientava: sempre a razão e sempre eu, sit pro ratione voluntas, a razão claramente anda meia que subtida ao desejo e ao amor, e o eu dá lugar a uma extensão de mais um tu.
Quanto à minha outra permissa, a Liberdade, daqueles valores que mais dou valor, liberdade de pensar de agir, de me levar até onde o pensamento e a minha vontade de ir me leve, e a liberdade de andar descomprometida, despreocupada e completamente menos importada com a imensidão que desconheço, ficou um bocadinho abalada..não sou livre totalmente..ou talvez o correcto seja o amor não é completamente livre, mas acho que ultimamente as duas coisas confundem-se uma na outra.
E por mais que afaste do pensamento, é inevitável não pensar que há toda uma vida que se irá perder, uma parte que tu construíste, que com um certo agrado denoto quando falas, rotinas, a simples liberdade que elas te dão e o olhar com que as olhas.
Nós por norma dá-mos, as coisas, as pessoas por adquiridas, custa-nos recomeçar, custa-nos perder, e eu apesar de me apegar, não dou nada por adquirido, deixo solto, livre, porque assim é mais fáçil partir...como é mais fáçil voltar.
Ao fim de algum tempo, e já lá vão uns largos meses, e amar é cuidar do outro melhor que a nós mesmos, e a consciência vai clareando no meio da loucura, e as certezas afiguram-se na ideia e com intensidade arde o sentimento, que enquanto queima não esquece e não vai esquecer.

[O passáro anda livre lá no alto, apesar de só e triste, alegria de ser livre e ter vivido, tranquiliza-o. ]

Fundão - Serra da Estrela


Poderia contar as aventuras destes dois apenas pelas fotos dos sítios onde estiveram, a natureza tem sido na maior parte das vezes a sua confidente, a sua protectora de um amor lindo e secreto.
E secreto foi o fim de semana por terras do fundão, conhecendo a Serra da Estrela. Dois dias bem passados, muito mimo e muito passeio e com o sabor da vitória do tão amado clube de Chinês.
Foram especiais, os dias, um bocadinho de liberdade a presentear este amor e a intensificar ainda mais a vontade destes dois.

As aventuras..

As aventuras destes dois são mais que muitas, cada um momento que vivem juntos é uma aventura, como se costuma dizer juntou-se a sorte grande e a determinação.
Já lá vão seis meses.
A dádiva de um amor imenso, tem sempre um senão, um cisco no olho, um espinho na rosa.
A natureza, a vida, é assim, tudo o que é bonito tem o seu requinte de malvadez, o seu quê de dificuldade, os elementos mais bonitos da natureza são sempre precedidos de algum perigo, por isso se destacam, se fossem comuns passariam em vão, ou não se protegeriam dos inimigos.
Algo de bom traz consigo sempre uma dose de luta, de persistência, espero que traga os seus frutos após as batalhas. Que este amor, não sucumba à razão!
A vida de cada um tem muitas amarras, quantas eles já se comprometeram entre si, a cada beijo, a cada suspiro. É tão bonito o sentimento que pode enlouquecer, esmorecer perante as agruras da vida.

Bem, mas para desanuviar vou vos contar uma das suas aventuras.

Eles vão se amando aos poucos, mas o pouco é o suficiente para se prenderem um ao outro, incertezas são muitas, Franginhas tem toda uma vida pela frente muito para conquistar, para estabilizar, para seguir, Chinês já têm uma vida completa, responsabilidade e relações à muito estabelecidas.
A par disso tudo e apesar de tudo lá seguiram eles para a viagem secreta - Barcelona.
Franginhas sem querer deu ideia, e tudo por causa de um pin da bela cidade de Barcelona que ela ofereceu a Chinês num gesto genuíno.
Afinal o regresso dela de Barcelona aproximo-os e a ida dos dois consolidou-a.
Viajaram juntos, longe de todos, o que ainda assim pelo caminho encontraram gente conhecida, mas apesar disso completamente entregues a si, sem ter de se conterem.
A aventura de darem com o hotel, de andarem pelas ruas, de conviverem mais de 24 horas juntos e sobretudo de dormirem juntos.
Franginhas tentou-se convencer que acabaria após a viagem este belo romance, porque a convivência iria revelar as diferenças e as incompatibilidades, mas não redondamente enganou-se, deram-se tão bem que irão continuar com as aventuras.

Amor lindo!!!

Ah, o teu amor enche-me a alma,
e na mesma medida,
põe-na em cuidado,
pelo requinte de malvadez
que a vida me presenteou.

Um amor lindo,
cheio, inteiro, de pele.
É tão essencial ter-te
como respirar!

A dificuldade aguça o desejo,
o secretismo intensifica o sentimento
cada vez mais profundo,
cada vez mais a tomar conta de mim,
a puxar a minha linha para o abismo,
a insanidade,
a não controlar a vontade imensa de te ter
esse amor lindo junto a mim.

Este jeito de amar - I

Ah, Franginhas o que o amor te faz!!!

Sem dar por ele, ficou apanhada,
emaranhada nos seus braços,
o olhar dele mudou o dela,
doce e tranquilo.
De quando em vez maroto, perverso
mas só para ele!

As mãos dela só procuram as dele,
o seu norte é a onde ele esta,
Os beijos dele enche-lhe a alma,
consomem-lhe o corpo.
O toque dele desperta o desejo nela,
ferve-lhe o sangue,
aquece os sentidos,
e deixa-se levar devagarinho,
compassados,
enquanto se inundam de prazer
um no outro.
Num jeito tão bom de se amar.