8 meses intensos, profundos e felizes.
O rasgo de alegria, de felicidade, desvanece-se quando não te tenho por perto, quando me assombra no pensamento imagens e a realidade dura.
Houve um tempo em que não conseguia adormecer, chamam-lhe in(sónias), ironico, não é?!
O pensamento tortura a alma, a razão sufoca o coração.
O coração é grande, cheio de amor, toldado pela felicidade de amar e ser amada por alguém, a par disso vem o desejo de só ter para mim, ter a liberdade de livre mostrar a maravilha que é amar alguém tão profundamente e querer mais que a nós, a outra pessoa. É o vazio que se preenche só com o teu olhar em mim.
A razão massacra pelo que não é correcto, trair, mentir, mexer com os sentimentos dos outros, mas também porque quando gostamos queremos, sentimos ciúmes, e a ideia de alguém que não eu, tocar, conviver intimamente, ter aquilo que eu quero, deixa-te à nora, num estado próximo da loucura, porque conviver com a ideia dõi e dói ainda mais porque não sabes como lidar com isso.
Mas a mente é fantástica, é selectiva, e quando assim queremos com vontade, a mente subtilmente coloca na gaveta essa ideia, afasta-a, mas não impede que sem quereres algo te faça ir abrir essa gaveta.
O curioso, é que basta ter-te por perto, saber que estamos com o pensamento um no outro para me fazer esquecer de tudo à minha volta, de todos os detalhes, que se não existissem seria mais que perfeito este amor.
A entrega é imensa, e isso muda-me, tornou-me uma pessoa mais paciente, tolerante e até despreocupada com o futuro, mas o que é assustador é esmagar a premissa que sempre me orientava: sempre a razão e sempre eu, sit pro ratione voluntas, a razão claramente anda meia que subtida ao desejo e ao amor, e o eu dá lugar a uma extensão de mais um tu.
Quanto à minha outra permissa, a Liberdade, daqueles valores que mais dou valor, liberdade de pensar de agir, de me levar até onde o pensamento e a minha vontade de ir me leve, e a liberdade de andar descomprometida, despreocupada e completamente menos importada com a imensidão que desconheço, ficou um bocadinho abalada..não sou livre totalmente..ou talvez o correcto seja o amor não é completamente livre, mas acho que ultimamente as duas coisas confundem-se uma na outra.
E por mais que afaste do pensamento, é inevitável não pensar que há toda uma vida que se irá perder, uma parte que tu construíste, que com um certo agrado denoto quando falas, rotinas, a simples liberdade que elas te dão e o olhar com que as olhas.
Nós por norma dá-mos, as coisas, as pessoas por adquiridas, custa-nos recomeçar, custa-nos perder, e eu apesar de me apegar, não dou nada por adquirido, deixo solto, livre, porque assim é mais fáçil partir...como é mais fáçil voltar.
Ao fim de algum tempo, e já lá vão uns largos meses, e amar é cuidar do outro melhor que a nós mesmos, e a consciência vai clareando no meio da loucura, e as certezas afiguram-se na ideia e com intensidade arde o sentimento, que enquanto queima não esquece e não vai esquecer.
[O passáro anda livre lá no alto, apesar de só e triste, alegria de ser livre e ter vivido, tranquiliza-o. ]
O rasgo de alegria, de felicidade, desvanece-se quando não te tenho por perto, quando me assombra no pensamento imagens e a realidade dura.
Houve um tempo em que não conseguia adormecer, chamam-lhe in(sónias), ironico, não é?!
O pensamento tortura a alma, a razão sufoca o coração.
O coração é grande, cheio de amor, toldado pela felicidade de amar e ser amada por alguém, a par disso vem o desejo de só ter para mim, ter a liberdade de livre mostrar a maravilha que é amar alguém tão profundamente e querer mais que a nós, a outra pessoa. É o vazio que se preenche só com o teu olhar em mim.
A razão massacra pelo que não é correcto, trair, mentir, mexer com os sentimentos dos outros, mas também porque quando gostamos queremos, sentimos ciúmes, e a ideia de alguém que não eu, tocar, conviver intimamente, ter aquilo que eu quero, deixa-te à nora, num estado próximo da loucura, porque conviver com a ideia dõi e dói ainda mais porque não sabes como lidar com isso.
Mas a mente é fantástica, é selectiva, e quando assim queremos com vontade, a mente subtilmente coloca na gaveta essa ideia, afasta-a, mas não impede que sem quereres algo te faça ir abrir essa gaveta.
O curioso, é que basta ter-te por perto, saber que estamos com o pensamento um no outro para me fazer esquecer de tudo à minha volta, de todos os detalhes, que se não existissem seria mais que perfeito este amor.
A entrega é imensa, e isso muda-me, tornou-me uma pessoa mais paciente, tolerante e até despreocupada com o futuro, mas o que é assustador é esmagar a premissa que sempre me orientava: sempre a razão e sempre eu, sit pro ratione voluntas, a razão claramente anda meia que subtida ao desejo e ao amor, e o eu dá lugar a uma extensão de mais um tu.
Quanto à minha outra permissa, a Liberdade, daqueles valores que mais dou valor, liberdade de pensar de agir, de me levar até onde o pensamento e a minha vontade de ir me leve, e a liberdade de andar descomprometida, despreocupada e completamente menos importada com a imensidão que desconheço, ficou um bocadinho abalada..não sou livre totalmente..ou talvez o correcto seja o amor não é completamente livre, mas acho que ultimamente as duas coisas confundem-se uma na outra.
E por mais que afaste do pensamento, é inevitável não pensar que há toda uma vida que se irá perder, uma parte que tu construíste, que com um certo agrado denoto quando falas, rotinas, a simples liberdade que elas te dão e o olhar com que as olhas.
Nós por norma dá-mos, as coisas, as pessoas por adquiridas, custa-nos recomeçar, custa-nos perder, e eu apesar de me apegar, não dou nada por adquirido, deixo solto, livre, porque assim é mais fáçil partir...como é mais fáçil voltar.
Ao fim de algum tempo, e já lá vão uns largos meses, e amar é cuidar do outro melhor que a nós mesmos, e a consciência vai clareando no meio da loucura, e as certezas afiguram-se na ideia e com intensidade arde o sentimento, que enquanto queima não esquece e não vai esquecer.
[O passáro anda livre lá no alto, apesar de só e triste, alegria de ser livre e ter vivido, tranquiliza-o. ]